25 de maio de 2010

Chuva

Como gosto de ouvir Mariza!...
Fechar os olhos e encostar a cabeça para ouvir as suas interpretações é dar asas ao que de melhor tenho cá dentro.
Faz-me recordar momentos e pessoas que fazem de mim a pessoa que sou.
Momentos e pessoas que jamais esquecerei.
Ontem à noite tive todas essas sensações quando, depois de um dia de trabalho e algumas horas de viagem, cheguei a casa e finalmente pude descansar.
Descansei com prazer, o que nem sempre é possível.

~~*~*~~

"As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder


Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste

não posso esquecer
A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado

As ruas que a cidade tinha

Já eu percorrera
Ai... meu choro de moça perdida

gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva

há instantes morrera
A chuva ouviu e calou

meu segredo à cidade

E eis que ela bate no vidro

Trazendo a saudade."

-Jorge Fernando-