Sempre fui a "daddy's little girl", sempre me senti assim e não era apenas por ser a mais nova.
Era muito para além disso... e como me sentia orgulhosa e babada!
Ainda hoje, passado tanto tempo e já mulher, continuo a sentir-me a menininha do pai, porque sei que ele, onde está, continua a ter-me e a ver-me assim.
Oito anos que parecem oito minutos... porque a dor de o ver partir continua forte e muito presente.
Oito anos que parecem oitenta, pelas imensas saudades que sinto, pelas muitas lágrimas que choro por ele.
Nada nem ninguém preenche este vazio que parece gelar-me.
Só a sua lembrança e as recordações de momentos vividos e partilhados conseguem aquecer-me um pouco a alma.
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"És a parte maior de um todo que sou eu.
Sou um pedaço do muito que fizeste e onde depositaste todo o teu amor.
Une-nos um amor incondicional e, apesar da tua ausência, este amor é indivisível.
Vivo sem ti mas contigo e sobrevivo com a tua presença ausente."
Cris