5 de julho de 2009

Serenata

É preciso apetecer ouvir, é preciso saber exactamente o que se quer ouvir.
Estas músicas não se ouvem por ouvir, não são daquelas que, sem mais nem menos, lembramos de pôr a tocar.
Não, nada disso.
Só alguns estados de alma sentem vontade e até mesmo necessidade de as ouvir.
Uma interpretação soberba que "delicia" quem ouve por gosto.

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"Sento-me calmamente nos braços da noite... quieta, como quietos estão os ventos da madrugada...
Ao ouvido chegam-me apenas os murmurios do silêncio e a voz da esperança aquietada no tempo.
Estou cega, por enquanto, que a meus olhos me nega a vida a luz, mas sei agora que a cegueira não atinge a alma nem os sentidos e que não limita a vontade...
Vejo tão mais assim..."
Cris